Alguns dias atrás no site Palmeiras Online, foi divulgada a informação que o presidente Belluzzo, estava na Arábia tentando contratar o Valdívia, pois diretores do Palmeiras haviam encontrado uma "brecha" no contrato que permitia ao clube não pagar a multa rescisória. Não dei minha opinião, pois entendo que brechas deste tipo são quase impossíveis, além disso, em um ambiente político perturbado, notícias são plantadas a cada momento para desestabilizar a ação política dos adversários, independentemente de que lado estejam, principalmente se a política é encarada de forma privatista como acontece com a maior parte dos diretores do Palmeiras, que entendem que este seja "seu" patrimônio privado.
O redator do site, responsável pela divulgação das informações, foi alvejado com críticas que, se tinham um fundo de razão, algumas vezes, não entendiam a boa vontade da divulgação de notícias que o mesmo presta. Resumindo, fazer uma leitura da política interna de qualquer ambiente não é fácil, principalmente quando você está neste ambiente.
Durante o jogo contra o São Caetano, o mesmo redator colocou a opinião de que os jogadores estavam fazendo corpo mole para derrubar Muricy, ao que foi retrucado no primeiro comentário que disse para o mesmo se eximir de passar informações que não fossem apuradas. Realmente, este tipo de informação nunca tem uma confirmação oficial, fazer este tipo de afirmação nunca vai encontrar algum envolvido diretamente no episódio para a confirmar, mas ontem, durante o jogo, não era necessário ter nenhum tipo de fonte interna para perceber que não é apenas dificuldade técnica o problema do Palmeiras, para além disso houve sim corpo mole, jogadores que acompanhavam os atacantes do São Caetano e que diminuíram a velocidade da corrida em momentos cruciais, zagueiros fora da posição, atacantes jogando bolas fáceis para o lado contrário, etc.
O fato é que algumas teses que defendiam a identificação do Jorginho com o grupo e os problemas da contratação do Muricy estavam parcialmente corretas. Digo parcialmente, pois, em minha opinião, os jogadores só ficariam comprometidos com o Jorginho enquanto a sombra do Muricy pairasse no ar, quando o técnico fosse efetivado de fato, o comprometimento acabaria para uma parcela dos jogadores, entre eles para o Sr Diego Individualista Duas Caras Souza.
Ninguém demitiria um técnico com o currículo do Muricy, que sabe armar sistemas defensivos e opções ofensivas sim, sem nenhum técnico melhor no mercado se não existisse a informação de que o grupo não rende o que poderia com o treinador por falta de "afinidade". Aliás, depois desta passagem pelo Palmeiras o Muricy poderá ficar com a mesma fama do Leão, um técnico que nenhum jogador gosta de trabalhar, uma vez que até mesmo os jogadores do São Paulo andaram queimando o filme dele.
Toninho Cecílio também caiu. Sinceramente acho que a briga por poder dentro do clube utiliza os veículos da mídia palestrina, para, em um momento em que o time não rende, fazer ascender certas pessoas e derrubar outras. Críticas ao Belluzzo já aparecem, ao Cipullo e ao Toninho eram mais fortes. O fato é que se sair o Belluzzo a tendência é de retrocedermos mais alguns anos na política do clube, uma vez que a estrutura administrativa permanecesse a mesma. Sobre o Cipullo não conheço as coisas mais de perto, portanto, não posso falar muito. Mas, sobre o Toninho, para além das questões envolvendo a contratação de jogadores, o que também não posso opinar por não ter as informações suficientes, havia um grande problema e era que ele não se posicionava com a devida firmeza quando deveria. Uma pessoa remunerada pelo clube para cuidar do futebol deveria colocar a cara a tapa, ser duro nas declarações, não poderia deixar esse papel ser desempenhado pelo presidente, como foi. O Toninho, mesmo quando nervoso, demonstrava sua raiva publicamente quase que chorando, não era firme o suficiente, parece que criticava já pedindo desculpas. Coisas do tipo, "os árbitros erram contra o Palmeiras, quero deixar registrado, mas não acredito que haja envolvimento de alguém ou má fé", saiam da boca do Toninho, enquanto o presidente, falava "o árbitro roubou o Palmeiras defendendo o interesse do Fluminense e de quem disputa o título com o time". Tons nitidamente diferentes, que deveria terem sidos proferidos pelo Toninho antes do Belluzzo chegar onde chegou.
Sobre o futuro técnico do Palmeiras, não vejo nenhum nome com gabarito para assumir o time, o Fossati que está no Inter eram um bom nome, mas já está empregado, agora nos resta apostar em alguém. Entre o Jorginho e o Evair eu ficaria com o segundo, pois além da maior identificação com a torcida também parece ter mais voz ativa que o Jorginho. Agora nos resta esperar que a decisão seja rápida e que cheguem os reforços, ou então, títulos não virão este ano.
Blog sobre o Palmeiras, feito por um militante socialista
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
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